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Entre ser e estar

Entre ser e estar

O mundo na palma da mão

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A tentação é grande. Falar da política, dos que têm o poder e se inebriam, fazendo declarações e escolhas que afectam vidas, muitas vidas, mas não parecem ter real noção disso.

Lembro-me da frase que ouvi muitas vezes, lugar comum muitas vezes citado, "se queres mudar o mundo, começa por te mudar a ti". Ou das questões do "poder das pequenas coisas".

E acabei por desembocar num daqueles cruzamentos de auto-análise que na verdade mais se assemelham a becos sem saída. 

Então e o meu poder pessoal? O meu mundo na palma da minha mão. Aqueles que, por escolha ou não, são afectados pelas minhas pequenas decisões.

Para onde levam os meus caminhos. Sei que os trilho, mas entendo mesmo porquê ou para quê? E volto ao ser e estar. Parece-me que muito do caminho foi criado por estados de estar, mais do que de ser. De necessidades, do que de vontades. Nem que fosse necessidade de simplesmente criar movimento, para não me sentir perdidamente parada. 

Como a mão estática que segura a bola iluminada em movimento. Também me iludo com o movimento do meu mundo, que seguro (será?) na minha mão, sentindo que o impulsiono, quando na verdade ele é que está em movimento e eu permaneço estática.

Bela ilusão essa, belamente humana. Pensamos que é a mão que domina a situação, quando na verdade o movimento da bola/vida, impulsionada pela água/tempo mantém a capacidade de se mover na mão, estática ou não.

Frio cá dentro, como lá fora

DSC_0034.JPGPor cada dia que passa, que me imponho esta ausência e distância, parece-me que consigo. Mato o que sinto, gelo o coração.

Mas depois... Depois, encontro-te no caminho. E vou derretendo por dentro. Gota a gota. E redescubro o calor por dentro, sinto renascer a esperança. Coloco os óculos cor-de-rosa.

E de repente... De repente, apercebo-me da inexistência dos significados ocultos que imaginei. 

Terrível imaginação, que de repente me tira o tapete e apercebo-me que o coração está quente mas lá fora continua um frio de gelar.

E recomeço o ciclo. Imponho esta ausência e distância e parece-me que consigo.

 

 

Ano novo, velhos devaneios

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Com o novo ano veio esta sensação de (mais) 365 dias novinhos em folha para gastar.

Páginas de uma vida, onde por vezes se é e por vezes se está.

Umas vezes como peixe em aquário, sem perceber que ando às voltas num movimento aparente, sem que, na realidade, saia do mesmo sítio. Outras vezes na ilusão de um oceano sem fim. 

Talvez, daí, a vontade de dar espaço aos devaneios.

Sem grandes expectativas nem sonhos.

Apenas com desabafos e desvarios.

Com seres e estares.

 

 

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