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Entre ser e estar

Entre ser e estar

Em decrescente

3, 2, 1... Contagem decrescente para a partida.

Saída de onde quero estar mas não pertenço.

3, 2, 1... Sensação de tristeza injustificada.

Na verdade ninguém é insubstituível. A começar por mim.

Por isso, devo partir, sabendo que tudo fica resolvido com a minha ausência.

Que alguém já está pronto a ocupar o que deixo para trás.

3, 2, 1... Não percebo se esta sensação de vazio vem do espaço deixado em branco ou da sensação de uma parte de mim não partir comigo.

1, 2, 3... cicatrizes no espaço que não ocupaste.

Pedido

Não te peço muito. Apenas a tua mão na minha nos momentos duros. Não precisas falar. Não quero palavras. Uma mão no meu ombro. Um silêncio cheio de entendimento. Sem promessas. Sem obrigações. Uma festa nos cabelos retribuída. Um sorriso ou uma gargalhada. Um beijo. A mútua vigília dos nossos sonos. Um livro lido em conjunto. E, quem sabe, um tempo sem horas nem minutos, apenas contado em ternuras.

Epifania

SDC13116.JPGE do sol nasceu uma segunda oportunidade.

Do cheiro a mar veio a inspiração.

Uma espécie de epifania, um suspiro de nostalgia e a convicção de ainda valer a pena.

Tudo misturado no caldeirão da esperança, e de que um sorriso pode bem mais que toda a minha tristeza.

Abanão de cabeça, que renovou as ideias e permitiu novos olhares sobre velhos temas.

Abrir de coração perante mim mesma, e aceitar que é apenas assim.

Sorrir de novo perante os antigos sonhos. Deixá-los cair, sem ocupar os espaços com novos.

Seguir, sem direcção definida, mas com olhares em várias direcções.

Sentir, tudo o que vale a pena, sem medos, sem remorsos, sem expectativas.

Pensar menos, agir mais.

Lançar as palavras ao vento e deixá-las para quem as quiser apanhar.

Alice e o coelho

"É tarde. É muito tarde"

O coelho branco na minha cabeça. 

 

"É tarde. É tarde, é muito tarde"

Qual mantra invertido, retirando-me a calma e o sossego.

 

"É tarde. É tarde, é cada vez mais tarde"

A insatisfação. A inquietação.

A dor do nada feito muito.

 

"É tarde. É tarde, continua a ser tarde"

O que é que eu fiz com o meu passado. Para onde o meu futuro.

 

"É tarde. É tarde, é sempre, sempre tarde"

O passado foi pouco e o futuro não parece mais.

 

"É tarde. É tão, tão tarde"

Em que canto da minha insconsciência te escondes tu, Alice.

 

desamor

amo o sol, a luz, o luar.

o cheiro a mar e o cheiro a terra.

a tempestade e a calmaria.

o calor, o frio, a chuva e o vento.

o cheio e o vazio.

as tuas palavras e o teu silêncio.

o meu tudo e o meu nada.

o nosso ser e não ser.

 

Fecho os olhos

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Fecho os olhos. Abro. Vejo-te aí sentado na semiclaridade dos meus sonhos e sei que não és tu.

Fecho os olhos. Abro. E sorris. Em silêncio. Sorris com os lábios. Com os olhos. Com toda a luminosidade do teu ser.

Fecho os olhos. Abro. E penso porque continuas aí.

Assombração dos meus dias, tempestade nas minhas noites.

Parte,na ausência do teu corpo aqui.

Abro os olhos. Fecho. E encerro-me de novo na ausência de ti.

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