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Entre ser e estar

Entre ser e estar

2019 / 2020

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Mais um ano que termina.

Um ano desgastante, de aprendizagens múltiplas.

De encerramento de ciclos, vários precocemente.

De perdas variadas.

De ganho de novas experiências, e conhecimentos.

Conheci pessoas extraordinárias.

Ouvi histórias incríveis. Nos vários sentidos.

Levo comigo para 2020 tantos, mas tantos olhares e sentires trocados ao longo de 2019.

Aprendi muito. Sobre mim; sobre o mundo; sobre a vida.

Sorri umas quants vezes; chorei múltiplas ocasiões; recuperei o riso após cada uma delas.

Perdi amigos. Ganhei cabelos brancos.

Perdi esperanças, sonhos. Espero reencontrar novos em 2020.

Não me creio mais sábia, mais crente, mais seja o que for neste final de ano. 

Talvez mais cansada.

Para 2020 levo poucas expectativas.

Por vezes receio que seja mais um ano de despedidas. 

Não antevejo acontecimentos fantásticos.

Não antecipo dias excitantes.

Talvez algumas novas oportunidades e caminhos a explorar. 

E nesta fase, isso já parece muito.

Espero sim, que quem ler estas palavras encontre bons caminhos, uma vela para os alumiar e aquecer e muitos dias solarengos, mesmo quando chover lá fora.

E, quem sabe, talvez os nossos caminhos se cruzem por aí ou por aqui.

Bom 2020.

Natal

Natal

O que se pode dizer que não tenha sido dito já? 

Renovar votos, abraçar física e virtualmente os que nos são queridos. 

Talvez iniciar a análise do ano que está prestes a terminar e preparar o próximo. 

Deixo, para todos que têm tido a gentileza de me acompanhar nos meus altos e baixos, por aqui e por aí, um grande abraço.

Bjs

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Angústia do nada

A angústia toma-me o peito, à medida que o ano novo se aproxima. 

Não faço avaliações deste que termina. Não para já. Ainda não tenho coragem para essa revisão.

Não faço previsões para o que vem. Não consigo. Está tudo suspenso. 

O tempo das idealização e das expectativas parece-me perdido.

O que me sobra? Apenas eu e uma braçada de pequenos nadas, que de certa forma me definem. 

Tudo o mais está envolto em nevoeiro. 

Trajecto 36

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O silêncio entrecortado de vozes sussurrantes, discursos banais de passageiros que se cruzam e discutem a cidade;

O frio lá fora, reforçado por um ar límpido, transparente, quase provocador. 

As iluminações da época, a lembrar solitudes. 

O reflexo esbatido de quem somos, numa janela de autocarro. 

Tudo me parece empurrar, de forma concertada, para os pensamentos de que fujo. 

Talvez não seja à toa que me sento de costas para o caminho. 

Permite-me manter o olhar no que já foi, pois o que vem não parece promissor. 

Os tempos não estão para sonhos. 

Uma ausência de esperança, de respostas, que me impele à desistência. 

De mim, da vida, da morte. 

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