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Entre ser e estar

Medos, sonhos, sentimentos e sentidos alerta. Aqui ficam as doçuras, no outro as travessuras.

Entre ser e estar

Medos, sonhos, sentimentos e sentidos alerta. Aqui ficam as doçuras, no outro as travessuras.

Setembro em finais de Junho

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O céu cinzento sobre as árvores faz esquecer que o Verão está quase aí. 

A chuva, modorrenta, traz consigo as cores e os cheiros de Setembro. 

Será possível que o tempo esteja para enganos? 

Meteorologias e pandemias já nos levaram a Primavera, e ameaçam agora o Verão.

Tenho saudades de andar à vontade, sem máscaras que escondem sorrisos. 

Sentir o cheiro dos outros, rir, conversar sem um ecrã pelo meio. 

Dar um beijo ou abraço sem receios. 

Ter um Verão  sem Outono dentro. 

Despedida

Despeço-me do sonho que sou, num instante de realidade. 

Meço argumentos e troco pensamentos, numa espécie de balança improvisada.

A noite vai avançada, e traz-me a clareza e sobriedade de sentires que, por vezes, o dia me rouba. 

Não mais.

Despeço-me de ambiguidades, de cartas fechadas, do futuro. 

Para já só a dádiva do momento, o sorriso do que sente, a generosidade da dúvida.

Amanhã será, de novo, presente. 

Vento

O vento que não pára.

O dia todo este som, as árvores agitadas, quase tão agitadas quanto eu.

A noite, o corpo cansado, mas a mente sem dar tréguas, de mãos dadas com o vento, a agitar, a insistir, a recuar, por instantes, fazendo acreditar que finalmente o sono vem aí.

Mas o vento continua e com ele bailam os meus pensamentos. Quem, como, quando. Tudo se baralha, em frases soltas, de quem desespera pelo sonho ou o retorno do sossego. 

Entre fantasia e realidade, sonho e sono.

A esperança de perceber a verdade, de estar a ver bem a realidade e viver, de novo, a vida. 

E o vento, lá fora, que não pára. 

Intenso

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A intensidade dos dias move a forma como os vivemos. Ou os desejamos.

Intensas as paixões enquanto perduraram; os amores retribuídos, ou não.

Intensos seriam os beijos que não foram dados, à espera do momento,

como a palavra não dita, porque não era o seu tempo.

Intenso o meu sorriso, quando leio as tuas palavras,

ou a minha alegria quando nos reencontrámos.

Intensas, ou pelo menos cheias de intenção as palavras que te dirijo,

escritas pela razão, ditadas pelo coração.

Intenso o meu passado, as minhas despedidas, mas que me trouxeram à intensidade deste dia.

E quanto ao futuro? Esperemos, trabalhemos.

Criemos os momentos, até que se deixem de medir intensidades e se possam amar realidades.

E intenso será, então, o voo dos dias, carregados de emoção.

 

 

 

Mar

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Mergulhar no mar,

Sentir o sal no corpo, a arder nos olhos.

O prazer de nadar um mar suave, fresco, que me renova corpo e sentidos.

Ir um pouco mais além, sentir o vogar das ondas,

O corpo mole a deixar-se levar, balançar, entre o que sou e o que quero.

O mar embala os sentidos, deixa-me mais atenta ao que desejo.

Desperta emoções esquecidas, recupera sonhos, lembra…

 

Acorda-me a realidade, o regresso à areia.

O secar do corpo, lento ao sol, na companhia dos pensamentos.

Perdida dos sonhos? Perdida na realidade.

Mas o mar que ficou em mim, talvez perdure no tempo.

E com ele a lembrança do sonho.

Quem sabe um dia o sonho deixe de o ser.

Florescências

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Lembra-me campos cheios de flores, 

Jardins coloridos, plenos de aromas.

Os sentidos despertos pela profusão de estímulo,

A razão inebriada, anestesiada, tornada benevolente, sorri, complacente, em alegre cumplicidade. 

Rosas com espinhos; singelas plantas campestres; azedas tornadas doces pelo tempero de frágeis papoulas vermelhas. 

Tudo isto me ocorre, enquanto o sangue me corre nas veias, num súbito movimento delicado, um bater de asas de borboleta, que me acorda para o sonho.

Será primavera, verão, inverno? O tempo não conta, apenas os aromas, a cor e a poesia.

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Deambulações

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Adoro deambular pela cidade, fazendo de caminhos velhos algo novo. 

Percorrer caminhos, solta de destino certo, vogando ao sabor da vontade e libertando os pensamentos a cada passo percorrido.

Preferencialmente de noite, quando o silêncio impera e poucas são as almas que se cruzam com a minha.

Os sentidos alerta, dão pistas para as vias a percorrer. 

São deambulações orquestradas por um diálogo interno, em que procuro as respostas que o dia não dá. 

Se as encontro, não sei. Mas sei que algo de novo pode surgir numa esquina, seja da rua, na memória, num encontro. 

Sei que, por vezes, é aí que me reencontro, e que deixo que os meus passos me conduzam até ti. 

 

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