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Entre ser e estar

Entre ser e estar

Sigo

Num mundo cada vez menos são, falta-me ancora que me retenha, escora que me impeça de desmoronar.

Sinto-me vazia, desorientada e, no entanto, nunca estive com tanto em mãos.

Trabalho, afazeres voluntariosos, amizades activas.

Mas mesmo assim, continua a faltar o essencial. A minha estrutura pede algo mais.

Pede a expressão do que não existe, nunca existiu, mas deixa tanta saudade na sua ausência.

A tristeza não se chega a instalar, porque o tempo escasseia.

Mas o corpo ressente-se. A alma definha. A mente perde-se.

Como se de sal se tratasse, parece que vai secando o terreno fértil. Esta ausência.

Mesmo assim, sigo em frente.

Não por teimosia, Ou por achar que é o caminho certo, mas por não conhecer outra via.

Por não encontrar o que me falta.

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