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Entre ser e estar

Medos, sonhos, sentimentos e sentidos alerta. Doçuras, travessuras, bons humores, irritações. Aqui todo o meu mundo fica guardado. Um pouco do que sou. Ou do que não sou.

Entre ser e estar

Medos, sonhos, sentimentos e sentidos alerta. Doçuras, travessuras, bons humores, irritações. Aqui todo o meu mundo fica guardado. Um pouco do que sou. Ou do que não sou.

Domingo à tarde

Domingo é dia de preparar o trabalho da semana, já se sabe.
Nas últimas semanas os domingos também têm sido dias de dar a volta a coisas do passado, próximo ou distante, seja na forma de papéis, assuntos pendentes ou pessoas.
 
Sabem aqueles momentos em que nos perturbamos porque A nos deu uma resposta desagradável, em que B não nos respondeu ou respondeu com um monossilabo, em que C e D nem parecem dar por nós? Pois... É algo que se mantém connosco até ao dia em que nos sentamos e analisamos até que ponto é válido estarmos tão preocupados com A, B, C ou D.
É aí que começamos a deixar cair. Uns com estrondo, outros com alívio; vários com pena; Outros ficam em stand-by até à proxima arrumação.
 
Nesta "redecoração de interiores" que resolvi fazer, deixei entrar a música de forma um pouco aleatória. Ouvia aquilo que primeiramente me chegava à mão. 
 
Até que cheguei aonde não esperava: ao "Dá" de Márcia. Curiosamente a acompanhar a descoberta do que já não dá.
 
E apercebo-me do quanto a última música toca as notas da minha alma de uma forma antiga. A minha pele relembra aquilo que não está (será que esteve?), e impele-me a parar funções.
 
Incrível! Nem a pandemia apaga os sentires e memórias que isto me traz. Com recordações de "borboletas na barriga" e dor na alma.
Coisas que chegam e ficam, resistentes à tolice, ao medo, ao tempo e a tanto mais...
Afinal, a vida é muito mais que apenas esta pandemia com que nos vão apagando os dias, afastando de outros - por medo, intolerância ou indiferença.
Mas, que querem?, continuo a ser uma (quase) romântica que se deixa levar nos braços de uma canção, de uma ideia, de um princípio.
E é assim que me perco em mim.
 
 
 
"Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada"
 

 

 
 

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