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Entre ser e estar

Medos, sonhos, sentimentos e sentidos alerta. Aqui ficam as doçuras, no outro as travessuras.

Entre ser e estar

Medos, sonhos, sentimentos e sentidos alerta. Aqui ficam as doçuras, no outro as travessuras.

Escuridão

Já me têm perguntado porque tão frequentemente escrevo de forma deveras negra.

Faço-o porque essa escuridão habita em mim, qual pássaro em gaiola.

Se não a liberto, o grito da ave toma conta dos meus pensamentos e não me deixa ouvir os sons do meu restante eu.

Solto toda esta escuridão, para que ela não me devore, e para me permitir manter a clareza de raciocínio, o sorriso e a minha (pseudo)serenidade.

Escrever negruras não é algo que deva apoquentar. Preocupante é quando elas ficam silenciosas, devoradoras, afogando-me em pessimismos maiores que a realidade.

Escrever negruras é curar.

A solidão, combato-a com um bom livro, uma quente companhia ou um suave vinho tinto; Ao negrume respondo com o calor de palavras negras depositadas sobre o fundo branco de uma página vazia.

 

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