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Entre ser e estar

Entre ser e estar

História desencantada

Era uma vez uma rapariga que cresceu mulher num mundo de pouca cor.

Não era tudo cinzento, mas como a luz surgia filtrada pelo pó do quotidiano, as cores surgiam esbatidas.

Um dia, a rapariga/mulher viu um buraco. Uma espécie de abertura, para um espaço onde a poeira parecia mais fina. Respirava-se melhor, as cores eram mais vibrantes.

A rapariga /mulher observou por um tempo e discretamente começou a esgueirar-se para o outro lado do buraco, para o outro lado do mundo.

Quando estava quase lá, sentiu uma pressão e percebeu que o buraco se fechava em torno das suas pernas, puxando-a de volta ao seu lugar.

A mulher (pois ali deixara de ser rapariga) lutou para se manter do lado que descobrira, mas nada resultou. Aos poucos foi regressando, despedindo-se de olhos secos do que descobrira, do que sentira ser parte de si. Guardando memórias para quebrar o cinza para onde voltava. 

Diz quem a viu que voltou aos seus passos antigos com menos sonhos, menos expectativas, sem azedume desnecessários. 

A tentar guardar a cor dentro de si. 

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