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Entre ser e estar

Entre ser e estar

Não me olhes

Não me olhes de soslaio quando se fala de amor.

Não percebo como podes pensar que não sei o que isso é.

Colaste-te à minha pele.

Tenho na minha memória o teu cheiro.

A tua voz. O teu quase toque.

E a desgraçada de vez em quando apanha-me desprevenida

e traz-me de volta a recordação de ti.

Não me olhes de frente,

com o teu sorriso que me tolda os pensamentos.

Acredito que na verdade sabes o que se passa aqui 

E isso sabe-te bem.

Zango-me comigo mesma, quando cedo

Aos meus próprios pensamentos.

E castigo-me fugindo desse olhar.

Não me olhes assim.

Sei que na verdade nada queres.

Mas tranquiliza-te ter-me por perto.

Satisfaz-te a solidão dos tempos que passam.

Quem sabe?

Talvez um dia só nos olhemos quando olharmos para trás.

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