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Entre ser e estar

Entre ser e estar

No meu bairro

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 No meu bairro há um cão, não sei onde ao certo, que passa horas a uivar.

 Uiva de manhã. De tarde. À noite.

 Uiva aflitivamente em tempos recortados de silêncio.

 Quando os dias são escuros, o vento junta-se ao cão e uivam em uníssono um  uivar que parece trazer cheiro de morte.

 Desespera-me.

 Lembra-me de todos aqueles que não quero perder.

Lembra-me de todos aqueles que já perdi.

Lembra-me de ti.

E de tudo o que te não disse.

Palavras que já não me lembro se seriam sinceras ou se são sentimentos inventados para tapar vazios.

Há casas em que, para tapar os buracos nas paredes, penduram quadros, Outros usam argamassa.

Eu invento palavras-sentimentos para tapar os buracos da minha existência e finjo que são para ti.

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