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Entre ser e estar

Entre ser e estar

Regresso a casa

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Existem dias em que o regresso a casa parece ter algo de mágico.

Como se nos proporcionasse o reencontro tão desejado connosco próprios,

com um momento sublime de paz, de conforto, de serenidade.

Como se de um raio de sol se tratasse, no meio de nuvens tempestuosas,

permitindo-nos reencontrar a beleza do dia-a-dia, a harmonia do silêncio

ou do canto das aves.

Seja qual for a forma deste regresso, a própria viagem vai-nos impregnando,

minuto a minuto, kilometro a kilometro, de sensações familiares à nossa memória.

O cheiro da chuva, da maresia, da relva acabada de cortar.

O toque suave da brisa no corpo, num dia de verão,

de uma mão que toca muito mais que apenas o nosso corpo.

Um beijo, um olhar, um momento.

E gradualmente, por um final de dia, despimos essas memórias de qualquer valência

negativa, para nos deixarmos levar nos suaves braços da nostalgia.

Sem dor, sem tristeza, só pelo prazer recordado.

Melancolicamente, um sorriso instala-se dentro de nós,

e num momento recuperamos toda uma vivência julgada esquecida,

desperdiçada, abandonada.

É então que fechamos os olhos enfim,

e abrimos de novo o coração.

 

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