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Entre ser e estar

Entre ser e estar

Sábado à noite, domingo de manhã

A solidão dos mortos.

Arrastamo-nos ao longo dos dias, de olhos postos no chão ou no ecrã mais próximo.

A alma despida de cor, espera o like da rede social do momento, para ser validada.

Postamos tristezas, alegrias ou jantares, que não existem se não os publicarmos.

Dias perdidos, repetidos num vai-vem de afazeres, que nos mantêm ocupados para não pensarmos.

A solidão dos mortos-vivos, que se afoga na novela/futebol/selfie ou em qualquer outra ilusão de vivermos.

Acreditamos que um dia deixamos de estar e sobreviver, para passarmos a ser e a viver.

A solidão dos mortos-vivos, que nos invade os sonhos e nos faz pensar no desperdício de tempo que é a vida.

O adiar da morte, que tememos quase tanto como a vida, o iludir do tempo, numa selfie ao pequeno almoço, como se estivesse tudo bem.

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