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Entre ser e estar

Entre ser e estar

Silêncios

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Numa caminhada inesperadamente solitária, resolvi deambular por ruas há muito por percorrer.

O frio e o vento deixaram-nas vazias. De vez em quando um carro. Muito raramente alguém.

O silêncio reina, e com ele deixo-me levar pelas palavras interiores até que, também eu, deixo o silêncio invadir os meus espaços.

O vento traz o cheiro dos pinheiros, dos eucaliptos, da alfazema. Traz até mim o restolhar das folhas no topo das árvores.

Sigo por caminhos que há muitos anos pertenciam ao meu quotidiano.

E gradualmente reparo que o silêncio trouxe consigo a tranquilidade.

Deixo os jardins para trás. Observo a ribeira que segue na direcção do rio e resolvo acompanhá-la até à praia.

Engraçado como uma quebra emocional recente me permitiu redescobrir alguma paz.

Sento-me na areia. Em frente de mim estendem-se o rio e a sua margem sul. Num namoro permanente entre o céu e o mar.

Por companhia apenas um pombo e o som das ondas.

Respiro e deixo-me ficar.

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