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Entre ser e estar

Entre ser e estar

Sonhos (2)

Não quero dormir.

Sei que no momento em que fechar os meus olhos, surgirás mudo a olhar para mim.

Nos sonhos mais inesperados, mais inocentes, mesmo, vejo-te nalgum canto, calado a observar o que provavelmente não verias acordado.

De início procurava-te, mas a resposta era sempre um virar de costas calado.

Agora que procuro ignorar-te pareces satisfeito, surgindo por entre as acções dos meus devaneios nocturnos. Ficas ali, a olhar, sem interferir. Sem me dares a tua voz. Numa atenção de cinema de quem assiste um filme porque nada mais há para fazer.

Não quero dormir.

Agora que te foste dos meus dias,  saldas as minhas dividas assumindo um papel voyeurista nos meus sonhos.

Não vou dormir.

Se foi o fim dos nossos dias, que seja das noites também.

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