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Entre ser e estar

Medos, sonhos, sentimentos e sentidos alerta. Aqui ficam as doçuras, no outro as travessuras.

Entre ser e estar

Medos, sonhos, sentimentos e sentidos alerta. Aqui ficam as doçuras, no outro as travessuras.

Tempo

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A minha vida mudou brutalmente este ano.

Na verdade, começou a mudar há ano e meio, mas foi de Janeiro para cá que o comecei a sentir.

Foi uma mudança gradual, construída, nuns pontos voluntariamente, noutros por imposição da vida. Mas tudo se conjugou para o meu "hoje" . 

As considerações começaram a surgir ao reler alguns dos textos desta semana, de e-mails e mensagens que troquei, de reuniões que tive. 

Nas suas várias modalidades fui percebendo a mudança que vivo em mim. 

Mas, acima de tudo, foi hoje durante o café da manhã, com vista para o mar, que muito se revelou. 

Nunca na minha vida tive tanto tempo livre. Dou-me ao luxo de passar um serão exclusivamente a ler um livro, sem passar pelo computador antes, ou durante. Sem pensar em prazos por cumprir. 

Continuo a ter coisas para fazer, mas ao meu próprio ritmo, sem ninguém a apressar-me. E isso é bom! 

Mas também sobra tempo para se pensar no que se fez e não fez; no que se disse e o que ficou por dizer. Acima de tudo no que ainda se quer, mas não se tem. 

E percebi. Porque levei a sério (tão a sério) algo que provavelmente não era para o ser. Percebi que te cobrei aquilo que não era para cobrar. Que mesmo dizendo que não acreditava no que me dizias, algo em mim quis muito acreditar. E que, tão ao contrário do que faria em qualquer altura da minha vida, insisto em vez de largar. 

Quando disse que não, algo em mim gritou sim, mas sabia que não podia ser. 

Quando te cobrei, tudo em mim gritou "não faças isso, não és assim. Não o merece". 

Mas o excesso de tempo pode roubar a nossa racionalidade, tornar-nos mais frágeis, fazer-nos sentir aquilo que não nos é habitual - medo, hesitação, ciúme, dependência, seja o que for. 

Até reencontrarmos o equilíbrio. Que foi o que, em pequena medida, o mar hoje me deu. 

Assim, agora é tempo de ser. 

De te dizer obrigado pela participação neste processo. Que és livre de partir. Como és de ficar. 

 Eu, por aqui estou. E sou.

E continuo a gostar de ti, sem que tal me faça mal. 

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